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LIGA DOS AMIGOS DE CAVALEIROS
Esta
associação abrange duas povoações - Cavaleiro de Baixo e
Cavaleiro de Cima, que são ambas muito antigas e conhecidas
pela abundância de milho, produziam .
Como vimos
atrás, Cavaleiro existia já no principio do séc.XVII, pois
em 5 de Novembro de 1623 teve lugar o "baptizados de um
filho de Isabel, solteira, do lugar de Cavaleiros, e disse que
ele era filho de Cristovão, solteiro, morador no lugar de
Sinhesame, freguesia da Pampilhosa".
Cavaleiros
foi berço de um filho ilustre, o Dr. Acúrcio das Neves,
nascido na ainda hoje chamada "Casa Branca ", de uma
família abastada–António das Neves e Josefa da
Conceição. A sua avó materna, Antónia das Neves, era
oriunda de Sarzedo, e a avó materna, Isabel Antão, de
janeiro de Cima. A família mandou erigir Capela primitiva, em
louvor de Nossa Senhora da Graça, referida numa escritura de
31 de Maio de 1782.
O Dr. José
Acúrcio das Neves formou-se em direito na Universidade de
Coimbra, foi economista notável, jurista destacado e
político eminente, chegando a ser valido da Rainha .
Colaborou na redacção do novo Código Civil e escreveu e
publicou " História da Invasão dos Franceses em
Portugal –1810.1811 " ( 5 volumes ) ," Variedades
" –1817, e " Memória-Geral Estatístico das
Fábricas do Reino "–1820. Perseguido pelos liberais,
veio a falecer em 1834, no Sarzedo, terra de sua esposa .
O seu nome
está perpetuado numa rua de Lisboa , ao Alto Pina , e alguma
coisa devia ser feita no sentido, em Cavaleiros pelo menos o
descerramento de uma lápide, na casa onde nasceu.
No domínio
regionalista, a primeira manifestação dos naturais de
Cavaleiros de que temos testemunho foi a constituição de uma
comissão em Lisboa, em Janeiro de 1932 , formada por António
Nunes, António Pires do Carmo, Augusto Pereira, Joaquim
Fernandes e José Martins Costa, com a finalidade de fazer uma
mina de captação no sítio da Cortelha e um chafariz no
largo da capela , pois o abastecimento era feito do rio dos
barrocos.
Em 1951, foi
constituída outra comissão por Acácio Gomes, António Dias,
António Gomes, António Nunes, Joaquim Alves Tomás e José
Francisco Nunes, para da estrada desde o campo da bola até
Cavaleiros, de forma a permitir o acesso de automóveis, obra
que não foi acabada e ficou nos Currais dos Castanheiros da
Eira.
É em 21 de
Maio de 1961 que nasce a liga, para enfrentar os problemas
locais, sem solução de continuidade. Promoveu:
A
abertura de uma estrada desde o Cabeço de Cavaleiros
;
A
pavimentação das ruas nas duas aldeias ;
O
abastecimento de água às duas povoações ;
A
abertura e arranjo de caminho de acesso ;
A
construção de um coreto e instalações sanitárias
públicas ;
Construção
de um vestiário , junto da piscina natural , no rio
Ceira
Nestas
obras gastou a Colectividade 2035 contos e recebeu 220 de
comparticipações.
Não
destacam dirigentes, mas mencionam Eduardo Pires e Manuel
dos Santos Graça como associados honorários e, Isaura
Augusta Jesus Tomas, como benemérita. Maico dos santos
foi um dos fundadores
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